SÍMBOLO DA ORDEM

Os símbolos são formas de marcar uma forma-pensamento, de materializar um arquétipo.

Na realidade, são formas-pensamento estruturadas em um arquétipo geométrico, que encerra um programa holográfico estrutural, inicialmente plasmado nas várias dimensões.

Encerram, em sua maioria, transcendentais conhecimentos, que são poderosos e sagrados, e reúnem o poder de conduzir o Neófito aos reais ensinamentos, desde que este reflita e medite sobre o seu significado iniciático.

A essência de uma Ordem encontra-se plasmada em seu símbolo, portanto devemos tratar o símbolo de uma Ordem com profundo respeito.

Os símbolos são janelas onde acessamos diferentes dimensões e transmutamos nosso estado de consciência.

Existe uma energia concentrada em cada símbolo e esta é inconsciente. O discípulo tem o dever de, através de sua Inteligência Criadora, tornar esta energia consciente.

O discípulo, com sua Inteligência Superior em funcionamento, dá vida ao símbolo, analisando seus traços, tornando-os significativos em sua consciência. E, nesta meditação, deve abstrair-se, penetrando em outras dimensões espaciais; agindo assim, criará um escudo de defesa poderoso, que servirá de passe no mundo físico, psíquico e espiritual.

Não podemos nos esquecer que os símbolos são forças arquetipais que vibram em todas as dimensões. Nenhum homem cria símbolos: ele descobre os que já existiam desde os primórdios da civilização.

O homem vive num universo simbólico e não percebe que, por onde anda, encontra diversos símbolos que vão, sutilmente, imprimindo vibrações em sua consciência.

Quando entramos em uma Igreja Cristã encontramos diversos símbolos que a caracterizam. O mesmo acontece no Budismo, centenas de símbolos com os quais o discípulo se depara. Estes símbolos, de maneira sutil, vão mobilizando a consciência da pessoa, sem ela notar que aqueles ensinamentos estão sendo ministrados.

Da mesma forma encontramos nos quartéis símbolos relacionados à guerra, que despertam, na consciência do homem, o sentimento de um guerreiro, o defensor da pátria e este homem parte para treinar imbuído deste sentimento, é tomado por estas emoções que antes estavam adormecidas em seu interior. O mesmo ocorre ao adentrarmos em um clube noturno: encontramos símbolos pertinentes àquele lugar, que vão mobilizar a nossa consciência e, sem perceber, estaremos vibrando na tônica imprimida nele. Como a maioria dos seres age e interage de maneira inconsciente, não percebe esta sutileza, que vibra no interior de cada homem e no mundo externo.

Nas paredes de nossa Instituição encontram-se vários símbolos, que estão dispostos de certa maneira para mobilizar a psiquê dos Irmãos e despertar valores que estão adormecidos. Não foram colocados para enfeitar ou adornar simplesmente nosso ambiente, tornando-o mais alegre e bonito; não é esta a finalidade e sim despertar, no interior de cada um, valores filosóficos e iniciáticos.

O símbolo da Ordem foi intuído no início de sua formação, quando penetramos em dimensões superiores para confeccioná-lo, objetivá-lo, extraindo de seus traços os valores metafísicos que irão expressar a tônica do nosso Convento. Isto é, em nível Litúrgico e Pedagógico, cabe às Irmãs valorizá-lo, para que o Belo seja conjugado com Perfeição.

A Ordem tem como símbolo uma Estrela de Seis Pontas e em seu centro vibra a Segunda Letra do Alfabeto Hebraico, ambas de cor Amarelo Ouro; na parte superior da Estrela, formando um meio-círculo voltado para baixo, a denominação ORDEM BETH e, na parte inferior da Estrela, formando um meio-círculo voltado para cima, a Sagrada Trilogia MISTÉRIO, ATIVIDADE E EXPANSÃO. Unindo esses dois meio-círculos temos, do lado direito, uma taça voltada para cima e, do lado esquerdo, uma taça voltada para baixo, ambas de cor amarelo ouro, sendo a cor predominante no fundo deste símbolo Azul-Índigo.