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SUPERMERCADO DO EUNa aula de hoje iremos abordar a busca do ser humano por um estilo de vida harmonioso, mesmo que para que ele atinja esta pseudo-harmonia, muitas vezes tenha que esquecer de si mesmo, resultando assim no adoecimento do corpo físico. Veremos a ligação que existe na história cultural do Oriente e a dificuldade dessa transposição para o Ocidente, já que aqui nos vemos como um conjunto de partes fragmentadas e independentes, as quais quebram os elos de ligação do ser com sua essência. Vida: um grande passo disposto em prateleiras A sociedade ocidental acredita que tudo pode ser encontrado em grandes prateleiras de um enorme supermercado chamado VIDA, onde a disposição das mesmas depende da lei de prioridade de cada um. Os “homens desenvolvidos” estão presos a uma falta de tempo, sem uma identidade cultural sólida, direcionado pela mídia destiladora de venenos sem antídotos, sem saber o que verdadeiramente é ideologia e um lema a ser seguido, desiludido pela política e seus escândalos e por não encontrar a si mesmo, seu melhor espelho é a vaidade refletida em vitrines de lojas tendo um carrinho de compras e uma cestinha de mão como seus melhores amigos e aliados. Já a aclamada filosofia dos reais filósofos denotou há muito tempo que a saúde plena do homem se relaciona com seu tipo de vida e uma maneira de viver harmoniosa, imediata e constante, entre corpo, fala e mente, ou ainda, corpo, alma e espírito. No dicionário podemos ler que consumidor “é aquele que compra para gastar em uso próprio”, mas será que tudo o que compramos das pessoas que se relacionam conosco é realmente utilizado em causa própria? Pois deveria ser, porque somente desta forma poderíamos “comprar” o necessário, sem exageros, pagando o valor natural por aquilo que escolhemos, que notamos ser prioritário, assim não haveriam culpas, medos e raivas, os venenos da mente. Desenvolveríamos a percepção de que não existem coincidências ou acidentes, é como relata o I Ching, não são as coisas que mudam, o que muda é a maneira de ver e esse olhar mutante só é despertado com a total harmonia do indivíduo e sua essência, onde o mundo conectado e conectante dispara a carga energética necessária para validar a ação. Vivemos em busca de modelos irreais, pois tudo é copiado lá de fora, desde o padrão educacional até o alimentar, mas como poderíamos ser iguais, se o povo brasileiro é multicultural, sem nunca ter vivenciado uma guerra ou calamidades naturais? Fornecedores de almas: e o Espírito como fica? Ao alimentar a emoção, a mente fica esquecida. Ao alimentar a alma, o espírito não tem como se aproximar. Mas por que não percebemos isso? Por que insistimos em esquecer a interdependência que existe em todos os nossos corpos? Os meridianos escondem-se entre os músculos e têm a função de ligar, regular, canalizar e manter o fluxo da energia vital do corpo, em diferentes formas de expressão e dimensão física. Os sete corpos estão intimamente ligados por tais fluxos de energia. Os meridianos que nascem nas mãos são: Pulmão (ansiedade, emoção, afeto, relação com pai e mãe), Intestino Grosso, Pericárdio, Triplo Aquecedor, Coração (alegria) e Intestino Delgado. Já os que nascem nos pés são: Baço (preocupação), Fígado (raiva, fobia, frustração), Estômago (nervosismo, dificuldade de dirigir), Vesícula Biliar, Rins (medo, dificuldade com autoridade) e Bexiga. Vejamos os sete corpos, segundo a filosofia Tântrica:
Enfim, depois desta explanação, observamos que nossos padrões físicos e mentais têm total relação com os padrões climáticos e metafísicos do planeta, ou seja, nós, os microcosmos somos refletidos no macrocosmo da natureza universal. O vento move coisas, muda direções e é inconstante. A água é úmida, pesada, vai a baixos níveis, provoca lentidão e peso. O frio contrai e diminui atividade e movimento. O calor circula, ativa, expande, racha. A secura evapora. Ao morrer, o espírito se desliga da matéria através da liberação dos cinco elementos presentes em nossos corpos, sobrando-lhe dois caminhos: ou enfrenta as suas próprias limitações de consciência e vai ao encontro da sua própria luz (a essência universal) ou perde-se nas próprias armadilhas e no medo, ficando para sempre preso a esta realidade. A busca pela doença só faz a oferta aumentar... Enquanto o homem não entender que a felicidade não está em carros do ano, contas bancárias recheadas e todos os outros subprodutos da sociedade, ele não conseguirá se livrar daquela que o espera de braços abertos: a DOENÇA. Sua causa primordial são as obstruções no fluxo energético dos órgãos, vísceras, meridianos e chakras, vindas de comandos mentais, conscientes ou inconscientes, de decisões pessoais ou de influências externas, físicas ou sutis, de pessoas e de espíritos. Em resumo, se a emoção for forte, descontrolada, duradoura e repetitiva provocará desequilíbrios psicossomáticos, nem sempre bem-interpretados e percebidos na relação paciente-médico. A medicina tibetana acredita na forte relação e influência entre o espírito, a mente, corpo e a maneira de viver na formação das doenças. Para os tibetanos nós já nascemos velhos... A experiência na barriga da mãe é psicossomática: sentimos, ouvimos, sofremos, rimos e participamos de tudo como se vivêssemos um sonho com aspectos reais e levamos nove meses para acordar para um novo ciclo de sonhos reais. Tudo o que foi percebido durante este ciclo passa a fazer parte da nossa história real, inclusive o modo de encarar a saúde. Os pesquisadores já têm a certeza de que a mente desempenha papel importante nas doenças físicas. Um outro novo-velho conceito que vem sendo difundido atualmente, sobre o DNA humano, já nos foi trazido à tona pelos “xamãs tibetanos” há milênios, especialmente sobre a ligação entre esse código, hoje mutável, e uma força superior que o alimenta, que para os sábios seria o DNA sutil. Brasil: um celeiro de bambas, babás ou bebês? O “Paraíso Tropical” chamado Brasil é repleto de maravilhas, desde as naturais, até as conquistadas. A natureza nos banhou com o que de melhor existe e seu povo não precisa sofrer as calamidades sociais a que vem sendo obrigado. As políticas públicas de saúde e suas instituições oficiais se tornaram os reais vilões desta novela, já que aqui existem os mocinhos capazes de lutar com bravura contra as doenças. A biodiversidade brasileira é uma das mais ricas do Planeta, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão oficial do governo brasileiro, só autoriza o uso de menos de 40 espécies de plantas medicinais para o uso terapêutico, ignorando o conhecimento popular, preferindo importar matéria-prima sintética, enquanto que os ricos laboratórios estrangeiros levam daqui as matrizes de extração dessa matéria. Através do Reiki e dos Rituais realizados em nosso Santuário, por exemplo, aumentamos a capacidade de facilitar a desobstrução e a desprogramação mental dos corpos sutis. E sabem de quem depende a cura? Da decisão pessoal de lutar contra os laços, as âncoras, os ganchos, as emoções presas, em qualquer dimensão do nosso ser, criadas por nós mesmos ou por forças externas mascaradas de amor ou ódio, nesta e em outras vidas. E assim vamos andando na corda bamba da vida, onde ser um “valentão” (bamba) para encarar a doença, nos torna “aios” (babás) de nós mesmos nos transformando em bebês em busca de um elo perdido, porém o que conforta é a sabedoria de que o céu é para todas as estrelas cabendo a cada uma buscar o seu próprio brilho!> Nada será permitido sem uma mudança verdadeira deste consumo exacerbado, sem uma avaliação comportamental consciente e ecologicamente equilibrada. Do contrário teremos “paliativos de cura”, porque a memória celular ficará para sempre impressa, aguardando um pequeno deslize para ser reativada, entrando novamente na “lista de compras”. O corpo físico grita o que a alma e o espírito já imploraram, utilizando o artifício da doença para se manter forte e vigoroso. Só que temos um grave problema, a ciência médica oficial e aceita se comporta como os três macaquinhos: é cega, surda e muda. Se transformando, desta maneira, em cruel, impessoal e desalmada, onde o indivíduo há muito, deixou de SER humano, e se transformou em uma MARIONETE movida pelos fios da soberba e da vaidade onde o lucro é prioridade. “Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, intimamente amigos, o Ego e a Consciência habitam o mesmo corpo. O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento”.Rig Veda Adriana Aranha Bibliografia:
• CAPRA, Fritjof. O tao da física. São Paulo: Cultrix, 1983. |