MONOGRAFIA 2 − OS SERES DE PRETÉRITOS MANVANTARAS

ESPÍRITOS PLANETÁRIOS

Falando das primeiras inteligências, ou Consciências, que surgem no dealbar da Manifestação, assim nos orienta C.Ferreira:

"OS ESPÍRITOS PLANETÁRIOS surgem, ao impulso da manifestação, como experiências passadas ou de outros 'Dias de Brahma'".

Constituem, coletivamente, a IDEAÇÃO CÓSMICA, que vai modelar o novo Universo segundo as experiências anteriores.

Um Dhyan-Chohan Superior, MIKAEL, disse que:

"A FINALIDADE DA EVOLUÇÃO É TRANSFORMAR A VIDA ENERGIA EM VIDA CONSCIÊNCIA".

O Plano Evolutivo de um Universo, concebido pela Ideação Cósmica − que é formada pelo conjunto de Espíritos Planetários desse Universo − visa, essencialmente, a dar o mesmo grau de consciência desses Arquétipos às Mônadas ainda inconscientes no Plano da Manifestação.

Cada átomo eterno ou mônada, que é uma partícula da Substância Infinita ou Vida Una − fonte perene de energia − há de se transformar numa Consciência.

Resulta, por conseguinte, que a EVOLUÇÃO TEM UM LIMITE, imposto pelo Plano Arquetipal.

Infinitos são os átomos eternos ou mônadas que se manifestam; dito de outro modo, o número de unidades de vida-energia a evoluir nos Dias de Brahma é infinito... Como infinitos são, também, os tipos de evolução... Entretanto, a finalidade a atingir é sempre a mesma, através das miríades de formas manifestadas.

Assim, os Espíritos Planetários, objetivos últimos a que tende o impulso evolutivo das mônadas no plano do Ser, não mais estão sujeitos a erros, visto que constituem, Eles, a própria "MENTE CÓSMICA".

Diz, com muita ênfase, o Venerável Coluna J, que "A EVOLUÇÃO TEM UM LIMITE". Tal afirmativa revela-se de capital importância para compreensão do plano geral da manifestação e seu processo constante de deificação.

Portanto, transcrevemos suas explicações mais detalhadas sobre o assunto:

"Ë de fundamental importância que se tenha uma exata compreensão do caráter FINITO da evolução dos Universos no seio INFINITO da Vida Una".

Digamos que no nosso Sistema Solar haja um número N de mônadas em evolução... Quando chegar o fim do atual Manvantara, apenas uma parte das Mônadas, como vai acontecer, terá alcançado a completa libertação.

Estas MÔNADAS LIBERADAS é que irão constituir − antes de desaparecerem, para sempre, na Beatitude da EXISTÊNCIA TOTAL − os Arquétipos dos futuros Universos, pela razão de terem sido Elas as que CONQUISTARAM O GRAU DE CONSCIÊNCIA DOS DHYAN-CHOHANS SUPERIORES.

As mônadas não libertadas manifestar-se-ão com o mesmo grau de consciência alcançado.

Por fim, as mônadas trabalhadas − que constituem o eixo ou "pivot" de todo Manvantara − arrastarão, nos planos do Ser, correntes de mônadas ainda inconscientes, ou seja, partículas de vida-energia que, por sua vez, deverão se transformar em vida-consciência, antes de voltarem ao Oceano da Eternidade.

A aparente contradição entre os limites da evolução de um Universo, e a natureza da Substância Infinita ou Eterna (Parabrahm), se explica, pois, da seguinte maneira:

"OS UNIVERSOS SÃO FINITOS, PORÉM, A CONTRADIÇÃO ENTRE LIMITES À EVOLUÇÃO DOS MUNDOS E A SUBSTÂNCIA ILIMITADA E ETERNA, SE RESOLVE PELA SUCESSÃO INFINITA DE UNIVERSOS FINITOS".

SIMBOLOGIA DO TRÍPLICE LOGOS

Daí em diante, passa o Venerável Coluna J, a falar sobre a "Simbologia do Tríplice Logos", cujo primeiro, ou círculo puro, expressa o LOGOS úNICO, do qual se derivam os outros três a traduzirem as diversas manifestações da Vida-Una.

Diz o Dr. C.Ferreira:

"Desses três outros símbolos, o primeiro, o ponto no círculo, representa a primeira diferenciação, ou o primeiro véu, homogêneo e tenuíssimo, da matéria manifestada em pleno Oceano da Eternidade. No simbolismo tradicional é definido como "o germe no ovo".

O símbolo seguinte: expressa a segunda fase da manifestação. O Espírito de Vida diferenciando a matéria universal, a fim de lhe dar o princípio de polarização (POLARIDADE), pelo contato daquilo que se manifesta, com aquilo já manifestado. Daí: PAI e MÃE, Espírito e Matéria, PURUSHA e PRAKRITI.

A terceira fase da manifestação é representada pelo símbolo: No Ovo do Mundo já Pai e Mãe ativos, a se unirem. E dessa união, surgindo os Sete Primordiais − os 7 Auto-Gerados, que, coletivamente, constituem a IDEAÇÃO CÓSMICA, o também chamado terceiro Logos".

Importa muito considerar a frase que se segue, fecho de tão brilhante descrição:

"Esses 7 Primordiais são os mesmos DHYAN-CHOHANS SUPERIORES, os Logois. Surgem na terceira fase da manifestação, mas representam, realmente, o quarto estado, a partir do Nucléolo ou Sol Oculto".

OBJETIVIDADE DE PARABRAHM

Outro ponto de imensa importância a considerar é a OBJETIVIDADE DE PARABRAHM, por outro nome, a Substância Eterna.

Ensina o Venerável Coluna J:

"O LOGOS úNICO VÊ PARABRAHM COMO A PODEROSA EXTENSÃO DE MATÉRIA CÓSMICA".

E comenta:

"Não importa, como diz Subba Row, a natureza, a tenuidade dessa alguma coisa material e objetiva. O que importa, é a OBJETIVIDADE de Parabrahm visto pelo Logos".

"Mesmo para o mais alto Ser ou Ego manifestado, que é o Logos, Parabrahm só é concebível como Mulaprakriti, isto é, como uma realidade objetiva e material. Quer dizer, o Logos só vê, da Substância Infinita e Sem Causa, Absoluto ou Divina Essência Desconhecida, o aspecto objetivo, a traduzir-se por um véu que Lhe esconde a realidade intrínseca".

"Portanto, O LOGOS NÃO CONCEBE PARABRAHM COMO A CONSCIÊNCIA ABSOLUTA, POIS ESTA, PARA ELE, É A NEGAÇÃO DA CONSCIÊNCIA, OU SEJA, A INCONSCIÊNCIA".

Importa, pois, bem considerar as seguintes proposições ( de C.Ferreira):

  1. "A Substância Infinita não se confunde com o Eu Universal, nem com o Não-Ser, pois é a síntese de tudo".

  2. "Não sendo, por isso mesmo, objeto de conhecimento, é, entretanto, capaz de dar origem a tudo àquilo que se converta em objeto de conhecimento. E dá origem, em primeiro lugar, aos centros de energia que são os Logos, inumeráveis no seio de Parabrahm".

  3. "Os Logos constituem os EGOS CÓSMICOS, e todos os egos são seus reflexos nos limites da manifestação universal".

  4. "A mais importante proposição a considerar: quando Parabrahm entra na existência como ser consciente (seu manifestar-se), o Logos O vê como Mulaprakriti, ou seja, como algo material e objetivo que ao próprio Parabrahm oculta".

MISTéRIO, AMOR E EXPANSãO!

"A MAIORIA DAS LEIS DA NATUREZA SÃO TÃO SIMPLES QUE A MAIORIA DAS CRIATURAS NÃO LHES DÃO A MENOR ATENÇÃO" HELENA JEFFERSON DE SOUZA

MANUEL FERREIRA