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A REVISTA ELETRÔNICA DA ORDEM BETH
O principal objetivo desta revista é homenagear todas as mulheres que souberam, com Inteligência Divina, romper com a opressão milenar imposta pela Força Masculina perversa e ditatorial.
Em especial, glorificamos as Bravas Guerreiras da CONFRARIA que, com discernimento, trabalham para o soerguimento da Força Feminina.
Reconhecemos, naturalmente, que todas as irmãs são portadoras da Centelha Búdhica e tem alguma coisa para oferecer ao atual Surto Civilizatório, não importando a origem social da irmã que se aproxima do nosso trabalho, se são simples “donas de casa” ou portadoras de títulos universitários.
A Força Feminina do planeta há milênios foi submetida à tirania masculina e, a transformação desta situação caótica deu início a partir de 1900. Sendo que a partir de 1950 tomou Força e Vigor imprimindo com maior dinamismo a sua luta pela Libertação.
A mulher foi deixando gradualmente seus opressores afazeres domésticos e passou a competir “ombro a ombro” com o homem no mercado de trabalho.
Deu-se início a Grande Revolução Feminina, utilizando apenas a Inteligência Divina, mostrando aos homens que as grandes transformações são realizadas através da Inteligência Superior e não através da força bruta e armamentos pesados.
Na atualidade esta revolução encontra-se instalada em todos os seguimentos da sociedade, pois são raras as profissões que não encontramos a presença feminina.
A Força Feminina nestes últimos séculos dinamizou em todo o planeta vários movimentos de caráter espiritual, que imprimiram a tônica do Novo Mundo, assim podemos citar alguns nomes: Helena Petrovna H.F. Blavatsky, Sarada Devi, H. J. de Souza, Alice Beyley, Anne Besant, Madre Tereza de Calcutá, S. J. de Souza, Chagdud Khadro, Lama Tsering etc.
Não podemos deixar de mencionar que milhares de mulheres, em todo o planeta, estão trabalhando, efetivamente, para a objetivação da Nova Ordem Mundial.
No atual Pramantha, a Grande Fraternidade Branca determinou que os Mestres, em todo o planeta, iniciasse milhares de mulheres nas Artes Sagradas. Assim, está sendo feito, milhares de mulheres estão sendo iniciadas nos Mistérios Sagrados e estão alcançando o estado de consciência Búdhico.
Portanto, ao alcançar este estado de consciência, transformam-se naturalmente em Budhas Femininos, isto é, a confirmação da Lei de Evolução, que tanto citamos em nossas palestras, mas não objetivamos e nem praticamos.
Este é um momento ímpar para a Força Feminina assumir sua identidade espiritual e posicionar-se nos movimentos iniciáticos, não permitindo nenhuma opressão de falsos deuses masculinos.
A mulher reúne todas as condições para celebrar missas, ser iniciada nas Ordens Maçônicas, celebrar cultos nas Sinagogas, etc. Se tais feitos não se objetivaram foi devido ao egoísmo masculino, que repassa uma falsa superioridade espiritual.
O sentimento de superioridade masculina gera a manipulação que produz a separação entre o gênero humano, e tudo isto é fruto da ignorância dos seres em relação ao Princípio da Unidade que vibra em toda manifestação.
A Civilização Ocidental ainda está presa aos princípios aristotélicos, onde o pensamento gravita em torno do certo e errado, alegria e tristeza, belo e feio, dia e noite, homem e mulher, etc. Esta é a grande dificuldade dos seres em compreender a existência humana. Em essência, não existe nem homem e nem mulher, o que em verdade existe é o ser em evolução na existência.
A percepção intelectual gera todo o sofrimento na Face da Terra. É o grande obstáculo para compreendermos a Unidade das coisas.
Quando conseguimos alcançar a realidade abstrata, libertamos a nossa consciência das polaridades e verificamos, de imediato, o quanto este mundo é impermanente. Nada tem sentido, tudo é fruto da vaidade dos seres no Mundo da Manifestação.
Este sublime estado, onde a visão intelectual desaparece, não existe felicidade e sofrimento, o único sentimento que experimentamos é a Unidade das coisas.
Somos desde criança ensinados a olhar tudo que encontramos diante de nós e classificá-las segundo sua denominação. Mas, ver as coisas como elas são não nos ensinam. Somos obrigados a desenvolver este atributo durante toda a encarnação, olhar e ver as coisas em sua parte mais íntima.
Quando desenvolvemos este atributo, observamos a Unidade vibrando em toda natureza interna e externa. As ilusões são dissolvidas, alcançamos a exata compreensão da impermanência das coisas e que tudo criado pelo homem é o fruto de sua vaidade.
A Polarização da Mente nos impede de “olhar e ver”, e este é o grande obstáculo que nos impede de ver em cada mulher a manifestação de um Budha Feminino, a Virgem Maria, a Divina Mãe.
Quando toda a humanidade alcançar este estado de percepção, estaremos vibrando a perene felicidade na Face da Terra.
A divisão da mente, por menor que seja, nos impede de ver circulando pelos campos e nas grandes cidades, milhares de Budhas Femininos.
Para tanto, precisamos desenvolver virtudes latentes em nossos corações. Sem o Amor vibrando no Chakra Cardíaco não alcançaremos esta percepção sublime em relação à Força Feminina.
A maioria dos seres tem a consciência focada no Veículo Astral, isto é, exclusivamente animal. Encontra-se em transição para o reino humano, esta é a grande dificuldade em compreender esta verdade.
Este atraso evolutivo dos seres é o grande obstáculo encontrado na transmissão das Artes Sagradas aos homens, e levá-los a compreensão de que a Força Feminina encontra-se inserida na mesma evolução dos homens.
Sabemos o quanto é estranho para a civilização ocidental falarmos em Budhas Femininos, principalmente para as mulheres brasileiras com baixa auto-estima, diminuída em todos os sentidos nos vários segmentos sociais, religiosos, científicos, artísticos etc.
O povo brasileiro, em sua maioria, nutre um sentimento de inferioridade muito grande em relação aos outros povos. Não consegue perceber a sua grandeza espiritual e material. Até quando este sentimento reinará...?
A cultura dos povos ocidentais em relação à mulher leva a uma percepção errônea, e esta é vista como um objeto de “cama e mesa”, como um ser desprovido de inteligência e incapaz de desenvolver atividades superiores.
Entretanto, a história nos prova o contrário e a realidade é bem outra. A mentalidade da Idade Média está, a cada dia, ficando para traz e pertence apenas aos museus, foi arquivada e muito bem arquivada.
A CONFRARIA como movimento e não como instituição cristalizada em cima de ícones que não mais respondem aos apelos do atual surto civilizatório, reserva-lhe o direito de saudar os milhares de Budhas Femininos realizados no presente Pramantha.
Procures dentro de ti esta Centelha Búdhica que vibra em teu íntimo, não negues a tua origem divina.
Exaltamos, através desta página, todos os Budhas Femininos que diariamente nos santuários trabalham ocultamente para o soerguimento do atual Surto Civilizatório.
Glória e muita glória à Ordem Beth que abre sua porta para o Mundo Humano.
Dorje Isundro
Pema Drolma
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