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A OPRESSÃO CAPITALISTA
O trabalhador brasileiro encontra-se sem esperança. Para ele o amanhã está distante de um dia melhor, porque ele sofre opressão de todos os lados e, sendo assim, este trabalhador não pode mais contar que a mudança de um governo ou de um trabalho lhe trará um sorriso ou, então, a promessa de um futuro melhor.
Os empresários brasileiros disfarçam a escravidão com nomes bonitos, tais como “pró-atividade”, “destaque do mês”(com direito até a uma foto destacando o quanto você trabalhou duro durante todo o mês). Porém, este ritmo está levando o trabalhador a um estado de estresse tamanho que faz com que ele haja de maneira impensada.
Da mesma forma, no ambiente de trabalho, estes empresários fazem com que os empregados ocupantes de cargos superiores oprimam os que estão num nível abaixo, para que se tenha uma maior lucratividade. No entanto, o que estes funcionários não percebem é que eles são tão descartáveis quanto os seus subalternos.
Para os empresários o que importa é que haja muito dinheiro em seus bolsos, fazendo jus a um capitalismo exacerbado, no qual estamos mergulhados muito além do pescoço. O que se costuma esquecer é que se está lidando com seres humanos, com direito a uma vida digna.
Não existe o discernimento por parte da classe empresarial de que as lágrimas choradas por estes pais e mães de família, conseqüentemente, pesarão em sua caminhada na face da terra e este dinheiro acumulado e amontoado durante anos não comprará sua saúde e felicidade futuras.
Peço a estas mentes ensandecidas pelo lucro para terem um pouco mais de ética em relação ao nosso planeta e às pessoas que o habitam, que possam olhar com mais amor as camadas inferiores, para que estas vivam com mais dignidade o amanhã e, ao invés destes lhes retribuírem com a angústia – que é um entrave ao progresso espiritual –, posam lhes dar um sorriso de agradecimento.
Padma Zopa
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